Laços Sem Nós

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lacos-sem-no-incentivando-talentosAndo pensando o quanto de necessidade temos das companhias que escolhemos para a vida.

Hoje mesmo ao fazer uma escolha pensei: – E se um dia eu precisar me reaproximar desta pessoa que escolhi ficar longe? Ela me cobrará a distância vivida?
Dei-me conta que passei uma boa parte da vida fazendo coisas e mais coisas que não queria, para agradar aos outros, falo de aniversários, visitas, velórios, chamados e laços jamais cortados por mim, por me sentir “na obrigação”.
A mudança de cidade me fez refletir que todas as pessoas em questão vivem muito bem sem meus arroubos e, às vezes, até imposição de presença.
Obviamente isso me deu uma certa insegurança: – será mesmo que não sou mais necessária?
Tranquilamente agora respondo-me as duas perguntas, inspirada em palavras do Pd Fábio de Mello, em uma entrevista, quando diz que  não concorda com a frase do Saint Exupéry  no Pequeno Príncipe que diz que : “somos responsáveis por aquilo que cativamos”.
As pessoas colocam em nós expectativas que nem sempre correspondemos ou, no meu caso, o excesso de correspondência.
E esse sentimento de fazer demais e querer cobrar, ou não fazer e me culpar, é um sentimento única e exclusivamente meu.
– se houver cobrança de presença, não há respeito com meu espaço adquirido.
– chegar ao ponto de me sentir tão bem em saber que  não “preciso” que as pessoas “precisem” de mim, que se há amizade verdadeira sem carências nem excessos, tudo continuará como sempre foi, eu dei um grande passo fora de meu círculo de medos!
Vivian Tamai

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